domingo, 11 de julho de 2010

Cidade Obscura

Entrando por uma terra obscura,
Sem saída obrigatória,
Sem policias, nem guardas a fingir,
Os Prédios tingidos pelo desgaste
Folhas de papel a voar,
Ruas estreitas e abandonadas,
Queria sair, mas já estava embalado…

Achava assustador,
Mas estava curioso,
Não havia crianças nem flores naquela terra
Aquele lugar era sombrio e tentador,
Não se sabia o que iria aparecer,
Depois de mais alguns passos,

Deparei-me com uma estátua,
Era a Estátua dum Deus,
Esse mesmo Deus que me surpreendeu,
Porque vivia, brilhava e era intenso,
Esse Deus eras tu, que entraste e nunca mais saíste


Costa de Sonhos

Dependendo da maré,
Subjugado pelo vento,
Com condições adversas,
Aqui vou eu, me perdendo,

Com situações de calmaria,
Outras de agitação,
Entendo, que pouco me acalmaria,
Penso que tudo foi em vão,

Padeço de uma fome interminável!
De uma tempestade indesejável
Sob uma maré agitada
Pela noite assombrada

Levitado levemente,
Pela canção inesperada,
Conseguindo vagarosamente,
Uma recordação já passada

Pela costa de Sonhos,
Por onde já tivera andado
Recordo certamente, passados medonhos

Erguendo a vela pesadamente,
Com o objectivo de alcançar o além,
Serei eu? Pessoa do meu ser,
Capaz de desejos infindaveis?

Não sei, não me julgo capaz
Julgo-me sim, um mero homem,
Que sim, anda à deriva,
Mas que...para além disso, não, ele não é capaz!